quinta-feira, 30 de outubro de 2008

It’s a candy!

In a few days, she will turn 22. This history is about her last birthday.

I woke up at 6am. I had to prepare for a chinese economy exam in the afternoon. There was this huge book to finish. One day before, I had an iddea: a special breakfast. We use to do it in Brazil. So i bought a basket, orange juice, coconut water, cakes, jelly, butter, breads, chesse and jam. It was all western items that I found in the markets in Macau. Except for major cities, it is not easy to find a supermarket as we are used to go in brazilian cities. I guess it must be the same in small cities here, but, unfortunately, I’ve never been to many places in my country. Actually, sometimes I feel I know more about the world than about Brazil. That hurts.


After buying all the food, I set everything in the basket and asked a portuguese friend, Rita, to let me hide it in her room - for one night only. When I woke up, at 6am, I had to woke her up too. She shared a room with a half portuguese-half chinese girl, Yuyu, that became one of my best friends latter. I brought the basket to my room, and, childish, started to make noise. I wanted to study, I had to. But you all might know than anything can become more important than studies, everyone is able to come up with several reasons to postpone lectures, it's a human natural gift, I guess. However, in this case, it was really an important event. I didn’t know how chinese people use to celebrate birthdays before. So I can say what I was planning - and did - was risky ("cultural matters" speaking). I did it anyway because after sharing a tiny room with her for three months, I had the feeling I already knew her. And I did.


I also bought a present. A plush toy. She was not like others. The chinese girls, from 20 to 27 years old, use to act like children sometimes. They dress children-themes pajamas, talk and walk like they were nine, or even five. I saw a documentary about chinese children, that use to stay 13 hours at school, so they don’t deeply and fully enjoy their childhood. When they grow up, they are more free, and it seems they are trying to rescue what they've “lost”. But she was different, she was more mature than the others, definitively. Later I kept myself thinking that maybe she had a mature behavior because of me. I am three years older, and brazilian. Induction maybe... as if she were trying to reflect me to facilitate our communication. But I am not sure about that. Maybe she was mature because of her home education. Once she told me her father was very open mind. When we first drunk beer together, she said she had drunk it once before, with him, at home. That’s not common in China. Not at all. Anyway, I bought her a plush toy.


At first, I thought it was a turtle. After being noisy for one hour, she finlly woke up. She saw the turtle, but when she opened the plastic bag it didn’t look like a turtle anymore, the head was too long, and there was no eyes, or ears, or nose, or mouth. It was beige and red. The round “body”: red, and the ”head”: beige. There was also a tie between the body and the head. I also wrote a card. Birthday card in both chinese and english. Then she saw the food. It was an overwhelming moment. Everything so strange for a person that used to drink tea with soup noodles and pieces of spicy beef for breakfast. I was anxious to show her how it would be in Brazil. I guess she will never forget it. I didn’t study that morning. We spent around three hours eating and looking for the Macau Tower from our window.


It was cloudy and happy.
Later we found out that the turtle was something else. Izumi, a japanese friend, a tiny, pretty and polite girl from Osaka, came to our room to see Poka. That's her name. Her english name, because I can't speak the chinese one. Izumi hold the turle upside down. We started to laugh... it seemed pornographic. And it was even funniest because it was Izumi, she would never do anything that could remember pornography. I don’t remember who, but one of us asked: What are you doing? Don’t hold it like that. Turn it up side down! She said: "What's wrong? (with the most naive face ever). -It’s a candy!", she argued. We laugh more, and more. And it made all sense. We felt stupid…and completely and deeply happy.'


I miss you, dear!





Cheescake de morango

Já faz quase cinco meses que cheguei da China.

Se a viagem foi boa, estar de volta é ainda melhor. O coração já doía demais. Os apuros, a saudade e todas as diferenças já estavam me deixando diferente. Sem perceber, fui me tornando uma pessoa diferente. Era hora de voltar. Quando cheguei e encontrei o Rodrigo e a minha família me esperando... ah, foi o momento mais feliz de todos.

E hoje sou diferente. Dia sim, dia não ainda me pego pensando, digerindo a China...como um delicioso cheesecake de morango.

Todo mundo pergunta por que eu não esperei até as Olimpíadas. Claro que eu queria ver os jogos. Agora quem sabe eu passo 2012 em Londres...

Abaixo, as três primeiras fotos são em Qindao, cidade das provas de vela nas Olimpíadas de Pequim, perto de Xangai. A última é em Guangzhou, no sul, na província de Cantão.

terça-feira, 11 de março de 2008

Only, lonely child

Hoje eu vim aqui para falar sobre três notícias que li.......

A primeira, sobre a política chinesa que só permite um filho por casal - one child policy. Em um artigo, um governante chinês descartou a idéia de rever a política, pelo menos pelos próximos 10 anos. A One Child Policy já vai fazer 30 anos em 2009. Hoje, não se pode ter mais de um filho em grandes cidades. Em áreas rurais geralmente pode, mas quando o primeiro filho é uma menina. (Globe and Mail.com - China's one-child limit to stay, at least for next decade - Official puts end to rumours that country was about to overhaul controversial policy, por Geofrey York) http://www.theglobeandmail.com/servlet/story/LAC.20080311.CHINA11/TPStory/TPInternational/Asia/

Alarme falso?

A segunda notícia "China falsifica ameaças terroristas" eu achei no site AlJazeera.net. É uma "resposta" a uma notícia veiculada um dia antes pela agência estatal chinesa Xinhua (Nova China). A Xinhu disse que a China impediu um ataque terrorista em um avião que ia de Xinjiang, região mulçumana do noroeste do país, para Lanzhou, capital da província de Gansu (centro). O AlJazeera.net diz que é tudo uma farsa para criar um clima de terrorismo e culpar os uigures (minoria turca) e outras minorias muçulmanas que vivem em atrito com o governo chinês.
(China 'falsified' terror plots - Al Jazeera English News) http://english.aljazeera.net/NR/exeres/3646DB06-E598-49CC-BF81-9F8A1E269D0E.htm
(China anuncia ter frustrado atentado planejado para Jogos Olímpicos - AFP)
http://afp.google.com/article/ALeqM5izRQzlBCOjLrAOepbzfB4-LspOOw

Trem mais luxuoso do mundo

A terceira é sobre o trem de 5 estrelas que vai ligar Beijing ao Tibet. Os planos são de início em no dia 1 de setembro. A viagem, com duração de cinco dias, será muito mais cara do que uma passagem de avião e a idéia é mesmo de admirar a paisagem, com bastante luxo.
(Five-star Beijing-Tibet train service to be launched after Olympics - Xinhua. Editor: Sun Yunlong)
http://news.xinhuanet.com/english/2008-03/09/content_7751430.htm

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Café com água

Pois é, o café está mesmo caindo no gosto dos chineses. Pena que é o café que tá caindo no gosto dos chineses e não os chineses que estão caindo no gosto do café. É que muitos deles gostam de café com água, então em muitos lugares o café servido é terrivelmente diluido em água, pode?

Mas já dá pra encontrar café bom, de qualidade, forte e sem ser diluido em água. Tanto aqui em Macau como em várias cidades da China.

Essa semana eu fiz um texto sobre café (abaixo) para a Macauhub e, quando pesquisava os dados e falava com gente do ramo, descobri algumas coisinhas interessantes:

- A Starbucks já tem mais de 560 lojas na China (incluindo Taiwan, Macau e Hong Kong)
- Os chineses consomem em 6 meses quase o mesmo tanto de café que o Brasil consome em 1 (uma) semana.
- Brasil, Colômbia e Vietnã são os maiores produtores de café do mundo
- A China produz, mas pouco. Na província de Yunnan, que é em cima do Vietnã, na ilha de Hainan (sul) e nas províncias de Fujian e Guangdong (tb no sul).
- No geral, os chineses não tomam café de manhã, como nós. Tomam mais no meio da tarde.


(saiu na Macauhub)
Café conquista os chineses e a China se vê obrigada a aumentar importações

O café tem conquistado cada vez mais chineses e há quem diga que tem começado a tomar o espaço do tradicional chá. Para o Brasil, essa tendência significa chance para exportar, defende Guilherme Braga Abreu Pires Filho, diretor do Consellho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

“Como o Brasil é o maior produtor mundial e está presente como importante fornecedor de vários mercados consumidores, o crescimento do consumo na China certamente vai representar oportunidade de exportação”, afirmou Guilherme Braga à Macauhub.

Em média, o consumo chinês de café vai crescer de uma a duas xícaras por dia, de acordo com um estudo do encontro anual Guangzhou International Coffee Culture Show.

Faltam dados oficiais, mas estima-se que nos últimos anos o consumo tenha crescido cerca de 15% ao ano, conforme disse o vice-chairman da Câmara Americana de Comércio da China, James Zimmerman, ao site TeaCoffee Asia.

Como a China não tem grandes terrenos propícios ao cultivo do café, conforme aumenta o consumo (principalmente nos centros urbanos e entre chineses de 25 a 35 anos), a tendência é de crescimento nas importações.

Atualmente, a maior parte da produção chinesa de café vem da província de Yunnan (sudoeste, vizinha do Vietnã, terceiro maior produtor mundial), mas também há plantações nas províncias de Hainan (ilha, no sul), Fujian (sudeste) e Guangdong (sul).

A maneira chinesa de beber café pode ser um pouco peculiar – os chineses geralmente adicionam água ou leite ao café, e bebem durante a tarde, não de manhã -, mas com alguns ajustes, nomes internacionais têm rapidamente ganhado espaço no mercado chinês.

É o caso da rede norte-americana Starbucks, das marcas de café como a Nescafé, da suiça Nestlé, as italianas Illy e Lavazza, a alemã Tchibo, a Jamaica Blue Mountain coffees, a taiwanesa Shangda, a indonésia Yuanshuai Coffees, entre outras.

A Starbucks, que entrou na China em 1999, já tem 562 lojas na “Grande China” (incluindo Taiwan, Hong Kong e Macau). A Nestlé, que utiliza café local, entrou na China em meados da década de 1980 e é líder no mercado chinês de café solúvel.

(Leia a matéria completa no link macauhub:http://www.macauhub.com.mo/brasil/news.php?ID=35)
A foto abaixo é em Hong Kong.

Kung Hei Fat Choy!

É Ano Novo na China!

Fogos de artifício durante seis dias, o tempo todo. E infelizmente, I mean it!. É incrível. É irritante até para almas calmas como yo. Parece exagero meu, mas não, o exagero é deles. Com alguns poucos intervalos de madrugada, e só. Como eles podem gastar tanto dinheiro com isso? Afê.... Mas é cultura. E a gente respeita, né?

Aqui faz bastante frio, na China toda, na verdade.
Dizem que é o inverno mais frio em 50 anos....justo agora, meu Deus.

Hoje estou em Macau, aqui está tudo tranquilo.
A cidade está vazia, os cassinos estão lotados.



Camboja e Tailândia

Cheguei de uma viagem à Tailândia e ao Camboja no dia 29 de janeiro.

Lugares incríveis... me apaixonei pelo Camboja, país paupérrimo, de gente sofrida de guerra, de gente pura de amor. Empoeirado. Por onde andei, tudo era empoeirado. A cor das pessoas, um estilo sujo bronzeado, empoeirado.

E o Camboja guarda um tesouro no meio: o Angkor Wat. São templos e mais templos em ruínas, muitos deles já cobertos por selva. ( Um deles, cenário do filme da Angelina Jolie, Tomb Raider).

Bem no meio de um país que ainda tem 4,5 milhões de minas por explodir, o Angkor Wat é só paz.

Ouvi dizer que uma mistura de corrupção de políticos e empresários da aviação não deixa o país evoluir muito, não deixa fazer estradas. Assim, o Camboja é cheio de sofridos-puros-empoeirados, idosos bilionários que vão de avião até Siam Reap (a cidade do Angkor Wat) e mochileiros loucos como eu.

Sem dúvidas, nesta viagem ao Camboja vivi os momentos mais tensos da minha vida. Again, I mean it! Não sei se você já passou por isso, mas é aquela hora que você pensa: Meu Deus, vou morrer! Vou morrer AQUI, e ninguém vai ficar sabendo!

Isso porque para chegar ao Angkor - no estilo mochileiro, claro - é preciso cruzar alguma das fronteiras do país - no meu caso, com a Tailândia, que depois fui descobrir ser uma das mais perigosas do mundo - e ir de táxi até Siam Reap. Com pechincha, fica US$ 45 a viagem toda. Até aí, até vai. Mas quado você entra no tal do táxi, que não tem nenhuma identificação oficial (ou algo que pareça com uma, só pra te confortar um pouco), bem, aí a aventura começa. Aliás, oficial é uma palavra complicada no Camboja. Na própria alfândega, civis malandros vestidos de oficiais tentam vender um visto falso, não é o cúmulo? Bom, voltando à viagem: a estrada é de terra, com muita poeira, e é perigosíssima. O motorista não fala inglês. De repente, ele pára em frente a uma casa, de onde saem uns três homens (começo a rezar). Eles andam para perto do carro, conversam, olham o carro, olham dentro do carro, confabulam. E então eu já não consigo terminar o Pai-Nosso de tanto nervoso. Bom, mas se estou aqui escrevendo, é porque nada aconteceu, certo? Errado!! Brincadeira, certo sim. Um deles trouxe uma garrafa pet, abasteceu o carro e seguimos a viagem. Ufa... Paramos outras três vezes. Choveu, ventou, mas chegamos. Em Siam Reap, o motorista foi direto para um albergue, de onde suponho que ele ganhe uma comissão. O preço por noite era US$ 1. Com direito a rato no quarto e a transporte de tuk-tuk* para o Angkor Wat e para o centrinho turístico da cidade, por sinal, uma delícia de lugar.

* tuk-tuk é um meio de transporte asiático que tem variações de país para país. No Camboja, era uma moto com uma espécie de charrete. Na Indonésia e na China era uma moto com uma minúscula "carruagem", para duas pessoas. Alguns tuk-tuk têm a plaquinha de táxi em cima. Aliás, tenho várias histórias de táxi para contar, mas outro dia conto que esse asterisco já está virando outro post. Só uma curiosidade rápida: na Indonésia Táxi se escreve como se fala: "Taksi", não é o máximo?


Passamos cinco dias no Camboja...e não é que aquele lugarzinho acabou se tornando o meu top list de lugares mais especiais do mundo!?









Na Tailândia, passei por Bangcoc e pela ilha Koh Chang. Incríveis. Conto em outra oportunidade.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

domingo, 23 de dezembro de 2007

Natal em Família

Eu, meu irmão e meus pais estivemos em Shanghai na semana passada. Lembra São Paulo, mas tem uns prédios maiores, tem a torre "Oriental Pearl", que é a terceira mais alta do mundo. No geral, a cidade é legal, mas muito estressante para quem está acostumado com Macau :)

Dia 14 eu fui para lá, cheguei de noite. Dia 15 de manhã eles chegaram e nós nos encontramos no aeroporto.

Ficamos 3 noites em Shanghai, depois fomos para Hangzhou, que é uma cidade maravilhosa de linda a duas horas de Shanghai.

De lá voamos para Guangzhou (Cantão), mas só passamos e fomos direto para Macau, onde ficamos até dia 20.

Aí viemos para Hong Kong, onde estamos agora. Amanhã, dia 24, Natal, meu irmão vai ter que ir embora, e no dia seguinte volto para Macau com meus pais.


Yu Garden, em Shangai

Natal em Família

O trecho abaixo é do Amyr Klink. Quem me mandou por e-mail há poucos dias foi o Bubu, meu amigo e ex-parceiro de viagem pela Espanha.

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece pra quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver"

West Lake, em Hangzhou.


terça-feira, 20 de novembro de 2007

Grand Prix

Depois de uma semana de muito trabalho, muitos estudos e poucas horas de sono, aqui estou de novo.

Mas a semana ainda não acabou, então este será um post relâmpago, só para contar que trabalhei no Grand Prix de Macau, no último final de semana, que fui a uma ópera chinesa, e que tem um novo artigo meu na página Macauhub Brasil (sobre outro assunto).











Acordo de isenção de tarifas entre Macau e China atrai estrangeiros [ 2007-11-19 ]

Macau, China, 19 nov – O Acordo de Estreitamento das Relações Econômicas e Comerciais entre o Continente Chinês e Macau, CEPA, implementado em 2004 e recebido por Macau como um presente da China, ainda não tem grandes resultados vísiveis, mas deverá, em um futuro próximo, incrementar o comércio entre as duas partes e ajudar Macau a receber mais investimentos estrangeiros. Leia mais: http://www.macauhub.com.mo/brasil/news.php?ID=20

domingo, 4 de novembro de 2007

Esportes, Beyonce e Black Jack

Macau não pára. E como eu vivo aqui, também não paro. Foi assim na última semana, depois de uma semana que já tinha sido de agito total.

De trás para frente, ontem à noite fui à Cerimônia de Encerramento dos 2 Jogos Asiáticos Indoor, que durante 9 dias reuniram aqui em Macau cerca de 4 mil atletas, de 45 países e regiões.

Não sei o número exato de pessoas na cerimônia, mas eu estava na mesa E23, com outras 9 pessoas. Eram cerca de 30 mesas por letra do alfabeto, de A a G. Então calculo umas 2,1 mil pessoas.

O salão, um dos tantos salões do The Venetian, estava lindo. A comida, deliciosa. As apresentações, com destaque para a dança do Vietnã e um grupo do Cazaquistão, também foram surpreendentes.

Tinha também muita gente importante, de países como Arábia Saudita, Vietnã, Irã, Iraque, Malásia, Tailândia, da China, Cingapura, mas ainda não consegui identificar todos os "VIPs" presentes, nem sequer todos de quem tirei fotos!

Depois dos fogos de artifício, que anunciaram oficialmente o fim dos jogos, fui para o show da Beyonce, que também foi no Venetian. Eu nem sou fã, nem nada, mas como conseguimos o convite de graça, vale dar uma olhada, né?! Ao show, fomos eu, Poka, Daniela, Ana, Rita, Damian, Arnaud, Monch, Jaremiah, Tori and Kristian.

Durante o dia, no sábado, tive duas reuniões de grupo da faculdade e um trabalho para fazer. Então acabei não indo assistir aos jogos.

Dias longos em Macau...

Mas, na sexta-feira eu vi vários, um mais diferente do que o outro.

Logo cedo vi uma partida de Kabaddi, Japão X Sri Lanka. Eu nunca tinha ouvido falar de Kabaddi antes, e quem me explicou como é o jogo foi Sirinama Rajapakse, um cingalês (quem nasce no Sri Lanka) que estava do meu lado. Eu gravei a explicação, vou ver se dá pra colocar no blog.

Mas vou tentar explicar: Cada time tem 7 jogadores, que ficam alinhados no fundo da quadra (10m x 12,5 m). Um jogador de um dos times vai até o campo adversário e tenta tocar um dos jogadores. Ele tem que encostar (pode ser com o pé) em um jogador e depois correr de volta para seu campo. Se ele conseguir, ganha um ponto. Se ele tocar, mas algum dos jogadores adversários tocar nele de volta, é o time adversário que ganha o ponto. Basicamente é isso.

Depois do kabaddi, fui assistir Hoop Sepaktrakraw. Hoop Se-pak-ta-kraw, uf....

É um esporte muito popular na Tailândia, e parece uma mistura de basquete com futvôlei. Mas este é uma equipe só de cada vez, e o que eu assisti era Myanmar. Também gravei a explicação, mas desta vez do técnico da seleção de Myanmar.

Caso não consiga colocar aqui no blog, é assim: 6 jogadores, em circulo, tocam a bola um para o outro, não podem usar as mãos. O objetivo é acertar a bola em uma cesta que fica no alto. Podem usar cabeça, pés, joelhos e ombros.

De lá, eu e o Arnaud, que estava comigo, fomos assisir Lion Dance. Primeiro Lion Dance do norte, depois Lion Dance do sul, que são duas modalidades diferentes.

Nos dois casos, dois atletas entram dentro da roupa de leão e têm que fazer o leão dançar ao som da música que o resto do time toca ao lado. No primeiro, o leão tem que subir em estacas altas, pular de uma para a outra. No segundo, são dois leões e um homem, que fazem coreografias e sobem em três mesas (duas na base e uma em cima). É um esporte bonito, mas depois de 2 horas assisitindo, a música (alta, com tambores e pratos) começa a incomodar.

As apresentações que vi foram de Malásia, Cingapura, Indonésia, Hong Kong, Macau e China. Na Lion Dance do norte, Malásia ficou em segundo lugar no geral, Macau em primeiro. Não vi o resultado da do sul, mas fiquei torcendo para a China, que fez uma apresentação muito linda.

Encontramos a Daniela e a Nicole e fomos assistir Kurash, uma espécie de Judô. Vimos lutas de Uzbequistão, Irã, Taiwan, Japão e mais alguns outros.

Depois encontramos mais um monte de nossos amigos no Fisherman's Warf, que é um pedacinho muito lindo de Macau, com restaurantes, algumas lojas e, claro, cassino.

Dentro do Fisherman's Warf, fomos para a Cultural Village, uma vila que a organização dos Jogos Indoor fez para os participantes visitarem e conhecerem um pouco da cultura de Macau, da China e de Portugal.

Lá, um famoso professor de caligrafia de Macau, cujo nome eu ouvi três vezes mas não consigo reproduzir, escreveu meu nome em chinês e o nome do Rodrigo. Vou fazer um quadro quando chegar no Brasil.

E também lá um adivinho leu a minha sorte. Mas essa história eu não vou contar, pelo menos não já. :)

Ilha do Jogo - Parte 2

Depois dos jogos fomos para o Cassino Sands, que é ali do lado. Eu e a Poka ficamos "estudando" as mesas de jogo. Já aprendemos como jogar todos os jogos.

E quanto mais se aprende sobre eles, menos se quer jogar. O único jogo que dá ao "gambler" (apostador) chances de fazer cálculos de probabilidade é o Black Jack. Mas é preciso muita velocidade da matemática para conseguir alguma vantagem.

O Cassino Sands é do mesmo grupo do The Venetian, ligados ao Las Vegas Sands. É um dos cassinos com ambiente mais agradável em Macau, assim como o Wynn e o Crown. Quando digo agradável, quero dizer mais limpo, sem tanto cheiro de cigarro, sem nenhum cheiro de mofo (o que é muito comum nos cassinos mais antigos daqui) e com uma música ambiente boa de ouvir.

Agradáveis ou não, todos os dias, o dia todo, os cassinos de Macau estão lotados. Cheios de gente (95% chineses) ganhando e perdendo - mais perdendo do que ganhando, claro - R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 100 mil a cada segundo.

***

Tentei, tentei, tentei, mas não consegui colocar aqui as fotos de tudo o que eu contei acima. Mas coloquei no endereço http://www.ringo.com/profile/olialo.html . Estão nas "fotos recentes", "recent photos".

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Muita gente para pouco espaço?







Com 1,3 bilhão de pessoas, a China concentra 20,2% da população mundial, em uma área de 9,6 milhões de Km² (terceiro maior país do mundo).

Esses números soam bem, não é? E realmente seriam ótimos se não fosse um problema: 65% da China são montanhas, serras e planaltos altos, só 15% da área do país é arável. Assim, 94% dos chineses moram na porção mais plana, a leste e sudeste.

Este post é para quem gosta de números e de geografia. Quem não gosta, pode ver as fotos novas que eu coloquei no endereço: http://www.ringo.com/profile/olialo.html .

Como geografia é economia, um pouquinho de geografia da China...

Províncias e Regiões da China

Cinco regiões autônomas de minorias étnicas, 22 províncias e quatro municípios sob supervisão do governo: assim é dividida politicamente a China. Além, claro, de Macau e Hong Kong, que são Regiões Administrativas Especiais da China (Sars, na sigla em inglês), e de Taiwan, que não é administrada pelo governo central chinês, mas é considerada parte da China.

Para ficar mais fácil de caracterizar o país, os chineses dividem em quatro macro-regiões, que são maiores que as províncias, definidas por semelhanças geográficas e disponibilidade de recursos.

A primeira região é North China Plain (Planície do Norte da China), a maior e mais plana das macro-regiões, onde fica Pequim e a cidade de Tianjin, que junto com a capital chinesa forma uma metrópole de cerca de 20 milhões de pessoas.

Essa região tem mais de um quarto da área da China, mais de um quarto da população, é responsável por 31% da atividade industrial e 31% das plantações.

A segunda macro-região é Lower Yangtze (Baixo Yangtze, que é o rio mais longo da China e o terceiro mais longo do mundo, atrás do Amazonas e do Nilo), a mais desenvolvida, com 10% da população produzindo 21% do PIB, em uma área de apenas 7% do país.

A terceira macr0-região é a Manchuria, no nordeste. É rica em recursos naturais, concentra as reservas chinesas de minério de ferro, petróleo e carvão, é o centro da indústria pesada do país e, com 9% da população, é responsável por 10% do PIB.

A última macro-região é a Southeast Coast and Far South (Costa Sudeste e Sul), que é considerada uma região "voltada para fora" (outward oriented), o que quer dizer que tem um comércio internacional mais forte. Isso porque a geografia da costa sul da China proporciona melhor acesso. No restante do país é mais difícil encontrar regiões costeiras de fácil acesso, por causa das montanhas e das rochas, então dizem que a economia é "voltada para dentro"(inward oriented), então resta "olhar para próprias necessidades, para o próprio povo".

A macro-região sul também é a terra natal da maior parte dos chineses que foram para o exterior e que hoje formam as tantas "chinatowns" que existem pelo mundo. Por isso, é também uma região com elevado investimento direto estrangeiro (IDE, ou FDI, em inglês), já que os chineses costumam mandar grande parte do dinheiro que ganham em outros países para suas famílias e para investimentos em suas cidades de origem.

Desde a Reforma da China, em 1978, que começou a abrir a economia chinesa, essa macro-região viu fortalecer suas conexões economicas com Hong Kong, Taiwan e o sudeste asiático. Além disso, o governo chinês estabeleceu, entre 1979 e 1980, quatro Zonas Econômicas Especiais para atrair investimentos para a região : Shenzhen (mais perto de Hong Kong), Zhuhai (colada em Macau) e Shantou, na província de Guangdong, e Xiamen, na província de Fujian.


sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Macau e o sul da China são bons pontos de partida para empresários brasileiros, dizem especialistas

Macauhub

Macau, China,26 Out – Macau e o sul da China, em especial a região conhecida por Delta do Rio das Pérolas, têm boas oportunidades de negócios para empresários brasileiros, e eles deveriam começar buscá-las, disse à Macauhub o cônsul-geral do Brasil em Hong Kong, Ricardo Drummond de Mello.


“Existem muitos nichos para empresas do Brasil, então elas tinham que vir pra cá e ficar”, afirmou o diplomata durante a 12ª Feira Internacional de Comércio Exterior de Macau, a MIF, que aconteceu de 18 a 21 de outubro, em Macau.


“O setor de café, por exemplo, tem sido aproveitado melhor por Portugal. Falta um pouco de agressividade por parte dos brasileiros. Também no setor alimentício, há mais oportunidades em carnes de porco, por exemplo”, disse Ricardo Drummond de Mello, que também recomenda a vinda de redes que “têm um toque brasileiro, uma ligação com a cultura, com a Amazônia”.


O cônsul-geral do Brasil em Hong Kong disse que também vê boas oportunidades para os brasileiros nos setores de construção civil, siderúrgia, cosmética, serviços, entre outros.


Echo Chan, a número dois do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (Ipim), também presente na MIF, disse à Macauhub que acredita que Macau pode ser vista como uma ótima opção para empresários interessados em começar a negociar com a China.

(Leia a matéria completa em http://www.macauhub.com.mo/brasil/news.php?ID=17)


Vejam o vídeo!

A última semana foi a mais corrida desde que cheguei a Macau. Não falo isso só para justificar minha falta de posts, mas realmente essa cidade está ficando uma loucura. Um pouco por causa do The Venetian, que desde que foi inaugurado, em agosto, tem chacoalhado tudo por aqui. Outro pouco por causa da época: é tempo de festas em Macau!

Duas feiras aconteceram nos espaços de convenções do cassino The Venetian: a 2a. Feira Internacional de Comércio e Investimentos de Macau - MIF e a MegaMacao.

Também no Venetian, teve jogo de basquete da NBA. Um jogo de exibição, assim como será o Federer x Sampras em 24 de novembro. O cassino organiza eventos deste tipo para atrair pessoas e fazer propaganda. E olha que dá certo...

Na Taipa, perto da Igreja Nossa Senhora do Carmo, onde vou à missa, teve o Festival da Lusofonia. Começou na sexta-feira e terminou no domingo. Tinha caipirinha, feijoada, pimbolim, capoeira, fado, bolinho de bacalhau, Lura (cantora cabo-verdiana incrível), hip hop macaense, bolos angolanos, prendas moçambicanas, quitutes de São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, do Timor Leste, e a simpatia de todo o povo que fala português por aqui.

Na faculdade: trabalhos, provas e mais provas. Aula de chinês: quatro vezes por semana!! Agora vai...

Mas para compensar minha falta de posts, sugiro esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=VLcEvT9X0_Q&sdig=1 . Ele conta um pouco do agito da semana que passou. Vale muito a pena ver para ter uma idéia de como foi minha última semana.

E não acabou. Aliás, estou começando a achar que Macau não vai parar mais.... Amanhã começam os Jogos Asiáticos Indoor, com 15 modalidades :

Ginástica Aeróbica, Sinuca, Boliche, Xadrez, Dragon & Lion Dance, Esportes Eletrônicos (preciso ver que raio é isso), Esportes Extremos (também ainda não sei exatamente o que são), Futsal, Hoop Sepak Takraw, Atletismo, Ciclismo, Hóquei, Muay, Natação e Finswimming.

Às 6h da tarde desta sexta-feira (8h da manhã no Brasil), estarei, com minha máquina fotográfica, na cerimônia de abertura.

No sábado de manhã vou para Cantão (Guangzhou), para a maior feira de exportação e importação do mundo. (Pelo menos é o que dizem por aqui, vou conferir!)

No domingo volto para Macau. E na semana que vem: mais provas!

Por isso tudo, talvez eu não poste por uns dias... Mas vou tentar recuperar depois, ok?

Enquanto isso, leiam meu artigo no site da Macauhub: www.macauhub.com.mo/brasil .

Bom dia, Brasil! Que eu preciso dormir! :)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

"Red China, Green Line" (Xinhua)

China vermelha, linha verde!

Essa manchete é da agência oficial chinesa Xinhua, que na sua cobertura do 17o. Congresso Nacional do Partido Comunista, que começou na segunda-feira, em Pequim, tem dado bastante destaque para os discursos políticos que chamam a atenção para o meio ambiente.

Muito bom que seja assim, seria muito feio para a China, que é o segundo país mais poluente do mundo, atrás só dos EUA, não demonstrar intenção de tomar medidas ambientais durante este evento que é o mais importante do país e que está sendo acompanhando pela mídia de todo o mundo.

"Nós vamos promover uma 'cultura da conservação', basicamente através do uso eficiente da energia e da formação de uma estrutura industrial amiga do meio ambiente, padrão de crescimento e modo de consumo", disse o presidente chinês Hu Jintao na segunda-feira, segundo a Xinhua.

O "verde"está entrando na moda na China. Estrelas de cinema estão aparecendo em canas de TV para promover sacolas e bolsas feitas de algodão ao invés de plástico e os jornais todos estampam as novas medidas que o chamado State Environmental Protection Administration (SEPA) tem tomado contra os poluidores, diz ainda a agência.

A íntegra da matéria está em: http://news.xinhuanet.com/english/2007-10/17/content_6892782.htm

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Ilha do Jogo - parte 1

A partir de agora, todos os posts relacionados com os cassinos de Macau serão parte de uma série que vou chamar de "Ilha do Jogo".

Conforme eu prometi, aqui está o desenho da distribuição dos cassinos:
Oficialmente, considera-se que há 26 cassinos em Macau. Mas os dados mais recentes já incluem outros três:

Um da parceria entre a filha do magnata Stanley Ho, Pansy Ho, e o grupo norte-americano MGM, um outro do grupo Galaxy, e o Venetian, que foi inaugurado em agosto e ainda não entrou nas contas oficiais.

Só para completar, Laurence Ho, parceiro do grupo australiano Melco PBL, também é filho do Stanley Ho, que, por sua vez, é o "big boss" da SJM, Sociedade dos Cassinos de Macau, o grupo com maior operação aqui na "ilha do jogo".

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Reunião do Partido Comunista Chinês

Começa nesta segunda-feira, em Pequim, o 17o. Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês. No domingo, o porta-voz do partido, Li Dongsheng, deu indicações acerca do encontro.

Li disse, por exemplo, que o partido dará continuidade às reformas políticas, mas nunca seguirá o modelo de democracia do Ocidente, segundo informaçõe da agência oficial chinesa Xinhua.

O congresso reúne cerca de 2,2 mil delegados que, entre outros trabalhos, elegerão o comitê central do partido.

Mais notícias em:

1) China Daily
http://www.chinadaily.com.cn/china/2007-10/15/content_6173477.htm

Political reform 'will be pursued'
By Wu Jiao (China Daily/Xinhua)

The nation will continue to push for the reform of its political system but will not copy Western models, a Party spokesman said Sunday.

Li Dongsheng, spokesman for the 17th National Congress of the Communist Party of China (CPC) - which begins today in Beijing - said the meeting will set out a blueprint for reforming political institutions.

"We will continue to forge ahead with political reform in line with the guidelines to be spelt out," he told a press conference on the eve of the five-yearly congress.

2) Xinhua
http://news.xinhuanet.com/english/2007-10/14/content_6880208.htm

Spokesman: China's Communist Party to have new central leadership

BEIJING, Oct. 14 (Xinhua) -- The upcoming 17th National Congress of the Communist Party of China (CPC) will elect a new Central Committee and a new Central Commission for Discipline Inspection, congress spokesman Li Dongsheng said here Sunday at a press briefing.

3) BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071014_china_democracia_pu.shtml

China rejeita democracia ao estilo ocidental
Por Michael Bristow, de Pequim

Uma autoridade do governo chinês disse neste domingo que a China perseguirá reformas políticas, mas nunca terá uma democracia ao estilo do Ocidente.

A declaração foi dada por um porta-voz do Partido Comunista Chinês (PCC), Li Dongsheng, às vésperas da abertura do seu Congresso, que acontece a cada cinco anos.

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Notícias oficiais, em tempo real:
http://english.cpcnews.cn/


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domingo, 14 de outubro de 2007

Um final de semana em Macau


Todos os finais de semana em Macau são iguais, não por isso chatos, muito pelo contrário, são cheios de surpresas.

Para mim, o final de semana é prolongado, começa na sexta-feira! Minha última aula da semana é na quinta de noite (Mandarim) e os artigos "Da China para o Brasil", na Macauhub, são publicados na sexta-feira de manhã, então também não trabalho na sexta de tarde.

Normalmente acordo tarde, por volta de 9h30, 10h. Mas nesta sexta, levantei às 10h30 e meu final de semana começou com um Café Pelé delicioso - o Antonio troxe do Brasil para a gente servir na Semana Internacional da Universidade de Macau (de 8 a 12 deste mês), mas sobrou um pouco e ele me deu.

Peguei meu computador, a bandeira do Brasil, uns textos da faculdade e fui para a área da Semana Internacional montar o stand brasileiro. Eu e o Antonio tínhamos que falar sobre o nosso país e sobre a FEA para os estudantes interessados em fazer intercâmbio. Na verdade, não foram muitos os que pediram informações, me parece que os jovens daqui preferem ir para a Europa ou ir para outras cidades chinesas. E a FEA tem um agravante: apenas dois cursos em inglês. Aqui na Faculdade de Negócios, Administração e Economia da Universidade de Macau quase todos os cursos são em inglês.

Depois da missão cumprida, fui a Macau colocar alguns postais no correio e passei no restaurante da Maria - brasileira que vive aqui há 17 anos e que fez uma feijoada de verdade para eu e o Antonio servirmos na universidade - para devolver uma tupperware. De lá, voltei pra Taipa para jogar squash. Minhas aulas são às terças e sextas das 18h as 20h, mas cheguei um pouco antes e joguei algumas partidas contra o Damian (belga), Alex (francês) e Antoine (belga).

Depois da aula (em cantonês), tomei um banho e fui jantar com os filipinos, as portuguesas e o Antonio. A gente já experimentou quase todos os restaurantes chineses da Taipa e, nesta sexta, repetimos o Village, que não é tão sujo, tem o preço razoável e a comida é gostosinha.

De lá pegamos um táxi para o Venetian. Depois de entrar em várias lojas, ver um ator cantar "O Sole Mio" em uma das gôndolas, fomos para a área do jogo. Sentamos na mesma mesa de roleta eletrônica de sempre, colocamos nossos 100, ou 150 Hong Kong Dólares (cerca de R$ 25 a R$40) e começamos a pedir as bebidas. É sempre assim. Desta vez ganhei menos, mas ganhei.
A noite ficou mais empolgante depois que o Kristian (filipino, namorado da Tori) encontrou seu amigo Rick, um australiano endinheirado passando férias no Venetian. Começamos a acompanhar as jogadas do nosso "novo amigo".

Muito diferente da gente (que não se atreve a jogar mais que 100 HKD), ele jogou logo 500 HKD na roleta eletrônica. Perdeu tudo, depois ganhou 600, depois perdeu de novo, perdi as contas, mas em 10 segundos ele ganhou por volta de 300. Mas isso não foi nada, porque na roleta de verdade, ele chegou e jogou 20 mil na mesa.

Não fiquei até o final para ver se ele saiu perdendo ou ganhando, mas é por essa e tantas outras como essa que eu gosto do Venetian.

Gosto de observar o comportamento dos jogadores, a maioria chineses, e fico tentando entender porque eles ficam horas e horas ali perdendo dinheiro. E não são poucos, são muitos jogadores, não dá para saber quem é rico, quem não é tão rico assim, ou quem é pobre. Mas dá pra ver que os mais jovens, com jeito de estudante, são os únicos que estão ali só por farra, e que conseguem se divertir de uma forma saudável. Talvez também alguns dos idosos, mas tenho uma sensação bem negativa em relação às motivações dos jogadores entre os 30 e 55 anos.

O jogo mais popular nos cassinos daqui é o Baccarat, que foi lançados no final dos anos 1930, quando as famílias Fu e Ko tinham licenças exclusivas para operar o jogo em Macau.

--- INDÚSTRIA DO JOGO EM MACAU ----

Vale agora uma pequeno parágrafo sobre a história dos cassinos macaenses:

A indústria do jogo em Macau começou por volta de 1840, depois da Guerra do Ópio. Em 1860, já haviam mais de 2000 casas de jogo por aqui. Em 1937 as famílias Fu e Ko receberam licenças exclusivas e em 1962 a Sociedade de Turismo Diversoes de Macau (STDM) ganhou uma franquia das famílias Fu e Ko para poder operar. Grupos estrangeiros começaram a negociar para conseguirem entrar no setor e em 2001 o governo de Macau decidiu permitir 3 licenças.

Hoje a STDM, do Magnata Stanley Ho, chama-se Sociedade de Jogos de Macau S.A. (SJM) e é o maior grupo da cidade, e detém, entre outros, o Grand Emperor Hotel, que guarda a curiosidade de ter parte de suas ações minoritárias nas mãos do ator chinês Jackie Chan.

Os principais concorrentes da SJM são o grupo Sands - que é do norte-americano Las Vegas Sands, e que controla os cassinos Sands e o gigante Venetian -, o Galaxy, o Wynn e MGM. Dois destes são participados pelos filhos de Stanley Ho. Estou fazendo um gráfico para mostrar direitinho como estão distribuídos os cassinos e assim que estiver pronto eu posto aqui no blog.

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Voltando ao final de semana, depois no Venetian voltei para casa por volta de 2h30 e no sábado de manhã fui para Macau com a Poka. Foi um dia delicioso: sem sol, sem chuva, um pouco de vento, mais um pouco de cultura chinesa, um pouco de compras e sorvete esquisito de vegetais e feijão.

O mais especial foi encontrar um senhor vendendo um doce colorido que eu não sei o nome, porque não consegui memorizar em chinês e a Poka não sabe se existe um nome inglês para ele. Ela disse que costumava comer quando era bem pequena e que não via alguém vender há uns dez anos. Paramos no carrinho, ela comprou um para mim, um para ela e, enquanto comíamos, um monte de gente começou a aparecer para comprar.

Eu quis esperar todo mundo ir embora para tentar conversar com o senhor. Queria aproveitar que tinha uma interpréte! Mas logo na primeira pergunta (Há quantos anos o senhor vende esse doce aqui em Macau?), uma frustração: ele só falava cantonês.

Então a única coisa que posso escrever sobre esse senhor é que ele é de Macau ou Hong Kong, pois em nenhum outro lugar do mundo se fala essa língua louca que é o cantonês. E também posso dizer que o senhor aparentava uns 80 anos, era tímido e tinha um carrinho bem legal: com várias fotos do próprio carrinho, algumas bem antigas, uma foto de um jornalista de alguma rede de televisão fazendo uma entrevista com ele, algumas notas de dinheiro antigas e os ingredientes para o doce.

O sabor é gostoso, é um melado doce, nada mais. Este senhor servia o melado em um palitinho, com dois biscoitos cracker, um por cima, um por baixo.

Depois do doce passeamos no Largo do Senado - um calçadão com diversas lojas e fast foods, incluindo McDonalds, Starbucks e Pizza Hut - e depois voltamos para casa.

Cheguei em casa, o East Asia Hall, e deitei para descansar meia hora. Dormi duas horas e meia.
De noite encontrei o Denis, um brasileiro que é professor de Direito na Universidade, e mais dois jornalistas brasileiros que chegaram ontem a Macau. Foomos jantar em Coloane com vários brasileiros e portugueses, a maior parte deles professores.
Hoje, domingo, acordei, lavei umas roupas, arrumei o quarto, estudei, almocei, estudei de novo e postei no blog. Mais tarde talvez encontre uma turminha para jantar.

Espero ter conseguido criar uma idéia de como é um final de semana aqui em Macau. Nem todos são iguais, mas não são muito diferentes deste. Entre as variáveis mais comuns estão uma ida a Zhuhai, um jogo de squash, uma missa na Vila de Taipa e um almoço ou jantar diferente.

Bom dia pra vocês no Brasil, que agora vou jantar!

Economia da China: reservas bancárias, inflação, excedente comercial

Ontem a Bloomberg publicou um artigo sobre o aumento da taxa de depósitos que o governo chinês exige que os bancos mantenham em reserva. O texto é um pouquinho longo, mas mostra alguns outros aspectos da economia chinesa hoje. Vale a pena ler! Em inglês, está no site da Bloomberg http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=aBh82uFocfVM&refer=home
(Críticas e sugestões para a tradução do texto são muito bem-vindas!)

China exige maiores reservas aos bancos

Oct. 13 (Bloomberg) -- China elevou a proporção de depósitos que os bancos têm que manter em reserva pela oitava vez este ano, para arrefecer especulação em ações e no mercado imobiliário e refrear a inflação, que tem sido a mais veloz nos últimos dez anos.

A partir de 25 de outubro os bancos precisam de ter 13% dos depósitos em reservas, contra 12,5%, disse o Banco do Povo Chinês (People's Bank of China) em seu website. A porcentagem exigida é a mais elevada em quase uma década.

Sete aumentos nas reservas obrigatórias e cinco de elevações no juro este ano podem não ter sido suficientes para interromper a expansão maior que 11% da economia chinesa no terceiro trimestre, deve revelar um ralatório governamental na próxima semana.

Enormes exportações têm bombeado dinheiro nesta que é a economia de crescimento mais rápido do mundo, impulsionando a inflação e os mercados de ações e imobiliário.

“Eles estão claramente preocupados com a inflação, porque ela saiu do controle”, disse Dariusz Kowalczyk, chefe estrategista investimento em CFC Seymour Ltd. em Hong Kong. A inflação “cria bolhas em ativos pois, quando é alta, poupar dinheiro pode não fazer sentido para as pessoas, elas preferem investir em imóveis ou no mercado de ações”.

Os preços ao consumidor na China subiram 6,5% em agosto, em relação ao mesmo mês do ano anterior, o maior salto desde dezembro de 1996. A taxa violou a meta do governo, de 3%, pelo quarto mês consecutivo, com o aumento dos custos dos alimentos. A inflação foi motivo de protestos que levaram à repressão na Tiananmen Square, a Praça da Paz Celestial, em 1989.

O superávit comercial da China saltou 56% em setembro, segundo informações oficiais divulgadas na última semana, para US$ 185,65 bilhões para os primeiros nove meses do ano, mais do que os US$ 177,5 bilhões de todo o ano passado.

Oferta de moeda

A oferta de moeda e crédito está aumentando porque o governo quer manter o iuan depreciado, forçando o banco central chinês a verder moeda e bombar dinheiro para o sistema bancário. Parte deste dinheiro está encontrando seu caminho em ações, empurrando o Índice CSI 300 para uma valorização de 181% este ano. A oferta de moeda cresceu 18,5% em setembro.

Na próxima semana o governo chinês deve anunciar um crescimento de 11,5% da economia chinesa, a quarta maior do mundo, no terceiro trimestre, de acordo com a média das estimativas de 14 economistas consultados pela Bloomberg News.

De 20 mil famílias entrevistadas para o relatório trimestral do banco central chinês divulgado em 20 de setembro, um recorde de 61,3% disseram que esperam que a inflação vá acelerar no quarto trimestre.

As expectativas para a inflação

“A inflação é uma prioridade para os tomadores das decisões políticas porque na China não é apenas um problema econômico, mas também um risco político”, disse Chris Leung, economista sênior do DBS Bank Ltd, em Hong Kong. “O governo chinês quer uma "sociedade harmoniosa", mas como é que podem ter um com os preços subindo?”

A inflação está aumentando os riscos de agitação social. Enquanto isso, o Partido Comunista se prepara para o seu 17o Congresso Nacional, um encontro que acontece a cada cinco anos. A edição deste ano começa na próxima segunda-feira, 15 de outubro, e irá discutir e implementar mudanças nas lideranças políticas do país.

China tomou outras medidas para combater alta dos preços

Todos os preços regulados pelo governo foram congelados até ao final do ano e o Estado tem reforçado o abastecimento de grãos, vegetais e suínos. O banco central chinês também tem vendido notas para retirar dinheiro do sistema financeiro.

Poupanças

Preços de ações e de imóveis subiram com as famílias tirando dinheiro de depósitos bancários com baixos rendimentos. A poupança doméstica caiu 41,8 bilhões de iuan (US$ 5,56 bilhões, R$ 9,96 bilhões) em agosto, em relação ao mês anterior. Os preços de imóveis saltaram 20,8% em Shenzhen e 12,1%, em Pequim em agosto.

China tem resistido a apelos dos Estados Unidos e da Europa para deixar que sua moeda se fortaleça a um ritmo mais rápido, o que poderia baratear as importações e aliviar a pressão sobre os preços domésticos, além de contribuir para conter o aumento do excedente comercial.

O iuan ganhou 10%, para 7,51 frente ao dólar, desde o fim da taxa de câmbio fixa, em 2005.

“A não ser que a China permita o aumento da taxa de câmbio, estou preocupado com a estabilidade do sistema econômico, disse o ex-chairman do Federal Reserve, Alan Greenspan, em um discurso em 2 de outubro, em Londres. “A taxa de câmbio irá criar mais problemas econômicos do que eles imaginam”.

O governo será forçado a realizar novos aumentos nas taxas de depósito logo, de acordo com Dariusz Kowalczyk, chefe de investimentos no CFC Seymour Limited Hong Kong “O impacto será insignificante”, disse. “Quando você olha para o quanto é retirado do mercado monetário, em termos de iuan, não é suficiente para neutralizar o impacto da manutenção da taxa de câmbio”.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

"Os amantes mais tímidos do mundo"

Os chineses têm mais relações sexuais do que a média mundial, mas são muito tímidos para falar sobre o assunto com seus parceiros, diz uma matéria publicada nesta quarta-feira (10/10) no jornal China Daily, citando uma pesquisa feita pela marca de camisinhas Durex.

A média anual chinesa é de 122 vezes, enquanto a média mundial é de 103 relações sexuais por pessoa, por ano. Os brasileiros aparecem em segundo lugar no ranking mundial, com 145 vezes, atrás apenas dos gregos, com 164 vezes, de acordo com a pesquisa.

Na China, 44% dos entrevistados não falam como se sentem aos parceiros e não conversam sobre o que gostam na cama, o que coloca os chineses entre os "amantes mais tímidos do mundo".

Quatro em cinco casais chineses dizem terem relações sexuais toda semana, e 36% afirmam ter relações três vezes por semana ou mais. O mais interessante é que 70% disseram que não estão satisfeitos e que fariam mais!

A Durex disse ao China Daily ter entrevistado mais de 26 mil pessoas, de 26 países, entre julho e agosto do ano passado.


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Pano prá muita manga!

A timidez chinesa para o sexo tem bastante a ver com o tema do projeto do meu grupo para a aula de TV Documentary, que é o alto índice de abortos na China.

A idéia deste tema surgiu depois de uma conversa que tive com a Poka, minha companheira de quarto, sobre jovens e sexo. Enquanto eu tentava explicar como funcionam os relacionamentos no Brasil, ela me contava sobre a China.

Em certa altura ela comentou que sabe de muitas meninas entre os 19 e 25 anos que já fizeram um, dois, três, quatro ou cinco abortos.

Em nossas conversas, percebi que uma das diferenças mais marcantes entre brasileiros e chineses é o nível de informação sobre sexo e tudo o que ele envolve. Enquanto muitos de nós tivemos aulas de educação sexual nas escolas, assistimos a filmes e documentários e estamos acostumados com campanhas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e do uso de camisinha, eles simplesmente não falam sobre nada disso.

Nada nas escolas, nada em casa, nada de campanhas. Muitos não sabem como usar uma camisinha, não gostam de usar ou sentem vergonha de comprar. Grande parte das meninas não sabe como funciona o ciclo menstrual, não tem conhecimento sobre pílulas anticoncepcionais, nunca falaram sobre sexo com os pais e nem mesmo falam sobre o tema com as amigas.

Acontece que acabam iniciando suas vidas sexuais mesmo assim - sem informações. Então engravidam! E abortam.

A isso soma-se a questão da política chinesa de apenas um filho por casal, que acaba por deixar clara uma incoerência: como ter apenas um filho sem informação sobre como controlar a gravidez? A "one child police", introduzida em 1979, por Deng Xiaoping, sem dúvidas acabou popularizando o aborto, que é uma prática legal na China.

E essa prosa ainda leva a outra: os casos de infanticídio e o chamado "aborto selecionado", pois a cultura chinesa dá preferência ao filho homem. E como só se pode ter um......

Os dados mais recentes divulgados pelo governo chinês são de que há cerca de 110 - 111 meninos para cada 100 meninas na China, enquanto a média mundial é de 105-107 meninos para cada 100 meninas, segundo minha professora de Economia de Macau aqui na Universidade.

Agora, eu e meu grupo de "TV Documentary" (Antonio, a cabo-verdiana Marcia, o timorense Francisco e a chinesa Jiemmy) estamos atrás de uma personagem para nosso projeto. Até dezembro temos que produzir um documentário de 15 a 20 minutos. Espero colocar aqui na internet depois de pronto.


Bom dia, Brasil, que estou indo dormir!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

China ao vivo!

Mídia internacional chega mais perto da China

A manchete do jornal China Daily desta terça-feira é sobre a cobertura que a mídia internacional fará do 17o. Congresso Nacional do Partido Comunista da China, que acontece em 15 de outubro.

Não só o China Daily, mas também a agência estatal Xinhua deu destaque para a abertura para a cobertura de veículos internacionais (http://news.xinhuanet.com/english/2007-10/08/content_6846205.htm).

O Congresso Nacional do Partido Comunista da China é o mais importante evento político e econômico do país, e acontece a cada quatro anos.

Jornalistas de todo o mundo poderão participar de coletivas de imprensa e informações atualizadas a todo momento estarão no site oficial www.cpcnews.cn, em inglês e chinês.

Até agora, 1.033 jornalistas estrangeiros, de 258 veículos, de 42 países ou regiões já se inscreveram para cobrirem o encontro, disse ao China Daily Zhu Shoucheng, responsável pelo centro de mídia criado para a ocasião. No último congresso, em 2002, 859 jornalistas puderam fazer a cobertura, com um suporte muito inferior ao preparado para este ano.

Entre as facilidades, estão a sala de mídia, com bebidas e comidas para os jornalistas, o acesso à internet e transmissão de rádio e televisão, diz o jornal.