terça-feira, 9 de outubro de 2007

China ao vivo!

Mídia internacional chega mais perto da China

A manchete do jornal China Daily desta terça-feira é sobre a cobertura que a mídia internacional fará do 17o. Congresso Nacional do Partido Comunista da China, que acontece em 15 de outubro.

Não só o China Daily, mas também a agência estatal Xinhua deu destaque para a abertura para a cobertura de veículos internacionais (http://news.xinhuanet.com/english/2007-10/08/content_6846205.htm).

O Congresso Nacional do Partido Comunista da China é o mais importante evento político e econômico do país, e acontece a cada quatro anos.

Jornalistas de todo o mundo poderão participar de coletivas de imprensa e informações atualizadas a todo momento estarão no site oficial www.cpcnews.cn, em inglês e chinês.

Até agora, 1.033 jornalistas estrangeiros, de 258 veículos, de 42 países ou regiões já se inscreveram para cobrirem o encontro, disse ao China Daily Zhu Shoucheng, responsável pelo centro de mídia criado para a ocasião. No último congresso, em 2002, 859 jornalistas puderam fazer a cobertura, com um suporte muito inferior ao preparado para este ano.

Entre as facilidades, estão a sala de mídia, com bebidas e comidas para os jornalistas, o acesso à internet e transmissão de rádio e televisão, diz o jornal.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Samba na China!

Com mais um mês de atraso........estou de volta!!

Foi um mês tão corrido, mas tããão corrido, que acabei ficando sem postar!

Estive em Pequim por oito dias, o que acabou atrasando meus estudos e meu trabalho. Nos dias que passei em Macau no último mês estive super sobrecarregada....

Mas agora tudo está se encaixando de novo......

Hoje cedo começou a "Semana Internacional" na Universidade de Macau. Todos os alunos estrangeiros têm que representar seus países durante dois dias. Eu e o Antonio acordamos as 7h da manhã para assar pães de queijo e também levamos café Pelé, Sonho de Valsa, bala de café e Bis.

Também tivemos que fazer uma performance, mas nem queiram saber dessa parte.... quase morri de vergonha! Cantei (sim, EU cantei! com essa voz que vocês bem conhecem) "Garota de Ipanema" e "Mas que nada". O Antonio tocou violão.

Depois das músicas eu sambei.... Vou tentar arrumar uma foto deste momento para vocês verem!


PEQUIMPEQUIMPEQUIMPEQUIMPEQUIM


Cheguei de Pequim na terça-feira passada, dia 3 de outubro. De lá pra cá, só correria... Trabalho (www.macauhub.com.mo/brasil), aulas, um pouco de cassino - ganhei 15 Hong Kong Dollar na sexta-feira, um pouco de turismo e um pouco de festa!

No sábado teve aniversário da Charlotte, uma das francesas. Ela fez uma Festa do Chapéu, todo mundo tinha que usar algum chapéu. Eu usei um que comprei em Pequim e a Poka me disse que são bem típicos da China, usados principalmente por vendedoras ambulantes.

Pequim é uma cidade curiosa.

A primeira impressão não é boa: grandes avenidas, sujeira, poluição, prédios grandes, quadrados, sem graça. Mas depois melhora, as pessoas são simpáticas - bem mais do que em Macau - e os bairros guardam tradições chinesas.

Logo que chegamos em Pequim (eu e 9 amigos), fomos para o albergue 1HaiInn, que fica dentro de um Hutong. Os Hutongs são blocos formados por ruelas e cheios de casas antigas, simples, todas cinzas, muitas delas com a bandeira da China pendurada de fora. De manhã cedinho alguns moradores locais passam em suas bicicletas vendendo comidas para o café da manhã.

O albergue fica no distrito de Dongcheng, bem no centro de Pequim, perto da Praça da Paz Celestial (Tiananmen Square) e da Cidade Proibida (Forbidden City).

Ficamos lá 4 noites, depois viajamos para Datong, uma cidade de 2 milhões de habitantes, a 6h de ônibus de Pequim. Cidade feia, mas vale a pena pelos pontos turísticos: As Grutas Yungang e o Mosteiro nas Rochas.

De volta a Pequim, já dia 30 de setembro, fomos para o albergue Red Lantern, um dos melhores em que já estive. Além da decoração ser linda, o Red Lanter tem todas as facilidades que um viajante pode precisar (gravei Cd com fotos, ótimo café da manhã, guias em todas as línguas, bicicletas para alugar, limpeza nota 10, pessoal fluente em inglês). E fica no distrito de Xicheng, tão central como o Dongcheng.

Neste albergue conheci um brasileiro, Oliver. Ele vive no Japão, em Osaka, onde tem um albergue e uma escolha de inglês. Estava em Pequim a passeio com alguns estudantes e dali a alguns dias viajaria para o sul da China.

A Muralha da China foi o mais impressionante dos lugares que visitamos em Pequim. Fomos até um ponto da muralha que fica a pouco mais de uma hora do centro de Pequim. Andamos 1 hora para subir (degraus bem grandes) e mais 1 hora para descer. É realmente impressionante, principalmente pela história que guarda. Na volta a Macau, do avião, vimos a Muralha de novo, e agora acredito que seja possível vê-la da Lua.

Também gostei muito do Temple of Heaven, onde os imperadores chineses mandavam sacrificar animais (e talvez pessoas, a história não deixou isso muito claro), para oferecer aos deuses. Dentro do templo está o ponto em que muitos chineses acreditavam ter a melhor conexão entre o céu e a terra. É o tipo de lugar em que a gente sente uma energia especial, por isso elegi como um dos meus prediletos.

O Summer Palace também é interessante. É um lugar lindo, enorme, com diversos templos, um lago artificial, pontes, jardins... tudo construído para os imperadores chineses passarem o verão. A Poka me disse que alguns chineses criticam o fato de um lugar tão maravilhoso ter sido contruído só para o luxo de alguns imperadores (como é o caso da Imperatriz Cixi, uma das mulheres mais poderosas da história da China), enquanto o povo passava necessidades.



MACAUMACAUMACAUMACAUMACAUMACAU


De volta a Macau, vamos aos cassinos.... Joguei pela primeira vez na última sexta-feira, no Cassino Venetian, que é o maior do mundo e emprega 11,2 mil funcionários. Ganhei $$$. Mas pouco... assim que eu ficar rica em algum cassino escrevo um post de despedida e vou viajar a Ásia toda :)

O Venetian foi inaugurado em 27 de agosto e nos primeiros 17 dias recebeu 1 milhão de visitantes. É incrível o tanto de chineses que jogam...

Além do cassino, o Venetian tem um complexo hoteleiro (com 3 mil quartos, o mais barato R$ 350 a noite para o casal e o mais caro R$ 3.500)), diversas lojas chiques, restaurantes finos - incluindo um brasileiro "Fogo Samba" -, uma Arena para shows com capacidade para 15 mil pessoas e muitas salas de convenções.

O Venetian é o cassino mais bonito de Macau, gosto muito do Crown também, mas o Venetian ganha. O Sands, que é dos mesmos donos do Venetian, é bem legal, mas já está um pouco sujo. Todos os cassinos de Macau estão sempre lotados, sempre mesmo, 24h por dia, 7 dias por semana.

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DIA A DIA DIA A DIA DIA A DIA


Agora tenho que ir ao banco, que fica a 10 min daqui, a pé, depois ao supermercado, que é no mesmo quarteirão do banco. Preciso comprar vasilhas e pratinhos porque amanhã é o dia em que temos que cozinhar o prato mais tradicional do Brasil. Eu e o Antonio faremos feijoada!

Ainda hoje, mais tarde, vou jogar squash no complexo esportivo aqui da Universidade. É de graça e tem duas quadras boas. Estou tentando jogar pelo menos 4 vezes por semana. Às terças e sextas tenho aulas das 18h as 20h e nos outros dias vou só para praticar um poquinho. As aulas são em cantonês, hehehe, mas quando eu não consigo adivinhar o que tem que fazer eu peço para algum aluno que fala inglês traduzir para mim!

Até a próxima!

Beijos, saudades....

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Ni hao!

Com um mês de atraso, começo hoje a escrever meu diário de viagem pela Ásia!

Nestes quase 30 dias - cheguei aqui em 16 de agosto - já conheci bastante de Macau e viajei para Hong Kong, Guangzhou e Zhuhai, todas próximas daqui, mas bem diferentes entre si.

Para ir pra Hong Kong basta tomar um ferry boat aqui em Macau e a viagem dura 45 minutos. A cidade é linda, mistura o que há de moderno no ocidente com o que há de mais antigo e tradicional da cultura chinesa. Fantástica! Mas cara, bem cara em comparação com cidades chinesas.

Zhuhai, por sua vez, é o paraíso das compras. Depois de cruzar a fronteira de Macau para a China, a pé, chega-se em Zhuhai. A 10 passos da alfândega há um shopping subterrâneo com muitas lojas. Principalmente de roupas, bolsas, Cds e Dvds, sapatos. Os preços são ótimos - paguei 40 patacas (cerca de R$ 10) pela terceira temporada do Lost. É falso, mas perfeito. Você não diz que não é verdadeiro se olhar a caixa. Ainda não tive tempo de assistir e acho que não terei, mas dei uma espiada e a imagem é boa também. As roupas, no entanto, tem péssima qualidade.

Macau não é uma cidade barata, custa pelo menos o dobro da China (de Zhuhai, por exemplo). Mas muitas coisas são bem mais baratas do que no Brasil. É possível pagar 16 patacas (R$ 4 ) por um almoço bom, R$ 15 por uma blusa boa, R$ 5 por um par de havanas (isso mesmo, havanas) e R$ 20 por um par de Havaianas verdadeiras.

Bem, de Hong Kong fui de ônibus até Guanzhou (no Brasil, Cantão), já no continente chinês, na província de Guangdong. A cidade tem 10 milhões de habitantes e é bem esparramada. Fomos em 20 pessoas, todos alunos do programa de intercâmbio da Universidade de Macau. Ficamos em um albergue excelente, muito bem localizado - de frente para o rio, perto do metrô e de vários restaurantes e bares - e barato (R$ 16 por noite, em quarto com 6 camas e banheiro privado).

De Guangzhou guardo a imagem de idosos jogando peteca com os pés, dançando uma espécie de tango, jogando badminton, ouvindo músicas.... como se fossem jovens. As praças todas cheias deles, todos felizes.

Também guardo a amizade que fiz com uma garotinha de 8 anos de óculos e camiseta amarela. Ela me ensinou contar até 10 em chinês. Ela dizia os números em inglês e chinês, e repetia até eu acertar a pronúncia.

As crianças chinesas aprendem inglês (não sei se todas elas, mas as que conheci até agora aprendem) então para pedir informações nas ruas é melhor recorrer a elas. Logo que chegamos (eu, Antônio, as portuguesas Daniela e Rita e o alemão Marcel) pegamos um táxi para ir até o albergue. Não sabíamos o endereço chinês, então o taxista parou um homem na rua para pedir informação. Mas não era um homem qualquer, era um homem com uma criança de uns 9 anos... Pronto! Falamos o nome em inglês, a criança traduziu para o pai, que disse ao taxista.

Ni hao! (Oi!)

Mas agora estou estudando chinês e espero da próxima vez conseguir ao menos dizer para onde quero ir!

Por enquanto só sei dizer: Oi! Tudo bem? Bom dia! Boa Noite! Tchau! Tudo bem, e você? Quero arroz, frango e vegetais. Obrigada! Me desculpe! Quero ir para a Universidade de Macau. E mais uma coisinha ou outra.... Ah, mas tem um detalhe: sei em cantonês e em mandarim! Porque em Macau fala-se cantonês, então estou aprendendo um pouco para me virar aqui.

Mandarim estou aprendendo nas aulas - todas as segundas e quintas, das 18h30 às 20h - e com a minha companheira de quarto, a Poka, uma chinesa de Xangai.

Neste momento ela está dormindo, normalmente ela dorme antes que eu. E eu estou só com o abajour aceso (nosso quarto tem também frigobar, armários grandes, escrivaninhas, ar condicionado e muitas janelas, com uma vista fabulosa para o Pacífico, para pontes e para os cassinos coloridos de Macau).

Eu adorei a idéia de dividir quarto com uma chinesa, é um jeito de conhecer realmente os costumes deste povo tão interessante.

A Poka (esse é o nome inglês, o chinês é Cui) também está aqui em Macau em intercâmbio e, assim como eu, vai estudar um semestre na Universidade de Macau. Há muitos chineses estudando aqui, mas a maioria deles está fazendo toda a faculdade, então ficam por 4 anos. Apenas cinco meninas chinesas estão no mesmo esquema que eu. São: Poka, Bonnie, Nerwing, Jiemin e Eva. Todas de Xangai, da Universidade Fudan, uma das melhores da China.

Ao todo, somos em 74 alunos estrangeiros, de 15 países. Do Brasil, só eu e o Antônio. Há dois colombianos, três portuguesas, vários franceses, belgas, alemães, suecos, holandeses, alguns dinamarqueses, um italiano, um grego, dois espanhóis, algumas japonesas, seis filipinos e as chinesas.

Nos conhecemos na semana de 20 a 27 de agosto, durante o período de "Orientação". Fomos a pontos turísticos em Macau, restaurantes chineses, tivemos aulas de cultura e língua, tudo organizado pela universidade. Tínhamos dois ônibus e três monitoras macaenses, que nos ajudaram bastante a começar a descobrir Macau: Grace, Sammy e Goretti.

Amanhã continuo a escrever, falar um pouco sobre comida (cachorro? sapo? cobra?) e tento colocar fotos aqui. Por enquanto, algumas estão no endereço: http://www.ringo.com/profile/olialo.html

Bom dia, Brasil, que estou indo dormir!